quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mandalas, O Que Significa?

Mandala (मण्डल) é a palavra sânscrita que significa círculo ou "aquilo que circunda um centro" . É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino. Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.
Mandala é uma circunferência usada como arte pelos antigos povos. A mandala ainda é criada no presente geralmente usando compasso.
A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.

Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que a imaginaram mentalmente construída numa detalhada estrutura tridimensional.
No processo da construção de uma madala, a arte transforma-se numa cerimônia religiosa e a religião transforma-se em arte. Quando a mandala está terminada, apresenta-se como uma construção extremamente colorida. Depois do ciclo é desmanchada, a areia é depositada, geralmente, na água. Apenas uma parte é guardada e oferecida aos participantes.
Um monge inicia a destruição desenhando linhas circulares com seu dedo, depois espalham a areia e a colocam em uma urna. Quando a areia é toda recolhida, eles apagam as linhas que serviram de guia à construção e despejam a areia nas águas do rio.






quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sábado, 21 de dezembro de 2013

OS CRISTAIS

Narrado por Fernanda Montinegro
Transcrito por +Fernando A. Maciel 




“Como frutos da terra, os minerais, vegetais e animais não tem fim. Sempre se transformam. Em cada momento produzem nova descoberta. Os antigos diziam que cada coisa é uma miniatura do universo. O homem é uma dessas miniaturas, e como tal recebe influencias de tantas outras coisas. Os cristais, por exemplo, tem significado ao longo da história, o símbolo de um poder mágico. Magia ou encantamento, o certo é que seduzem. Pode parecer muito estranho essa história de falar em miniaturas do universo. Os cristais, ah os cristais. Calma, muita calma. A questão é, que assim como os cristais, que levam milênios pra chegar a uma forma, nós, seres, chamados humanos, as vezes levamos uma vida inteira pra perceber que a transformação é fundamental.

É... não é fácil não... o dia-a-dia consome a gente de tal forma, que deixamos muita, muita coisa passar. Hoje, você está num navio rumo ao infinito, é esta sensação mesmo que fica, não é não? O infinito. Pois imagine antigamente. Antigamente, a única coisa que orientava os navegadores eram as estrelas, o céu era o companheiro, o rumo. Hoje é tudo diferente: bússolas, tecnologia moderna. Só uma coisa não mudou: as estrelas ainda podem nos indicar o caminho. O caminho interior. O nosso caminho interior. Hoje, a proposta é se redescobrir, reconhecer o caminho das estrelas. Corre-corre, confusão. O dia-a-dia deixa a gente muito enlouquecido. O mercado é muito competitivo. Mas todos, todos que estão aqui, conseguiram superar muitos obstáculos. Cada um fez da batalha do dia-a-dia uma vitória, em casa ou no trabalho.Cada um teve que conquistar seu espaço. Foram caminhos onde grandes parceiros se encontraram. É hora de comemorar nossa parceria, fazer com que a parceira de todos os dias participe de mais uma vitória. As estrelas nos dão o caminho porque lá no fundo, elas alimentam a nossa esperança, nos dão a certeza de que nada, nada será em vão.

Que tal buscar novos sabores? Temos tudo, sabemos muito, mas ainda é muito, muito pouco. Para aí só pra pensar um pouquinho, só um pouquinho. Quantos sentimentos você escondeu ao longo do caminho? Tá, tudo bem, eu sei, é a vida. Mas pode ter certeza de que tudo isso, isso tudo ficou aí, em algum canto, apertado, apertado nesse canto. Em nosso corpo moram as nossas dores e nossas alegrias. E a gente acaba não prestando atenção, acabamos nos acostumando com tudo, perdendo a capacidade de se admirar com as coisas do mundo. O tempo passa rápido demais, não tem volta. Aprendemos a ser uma máquina, uma máquina que faz e acontece, mas as vezes essa máquina tem uma função muito cruel: nos distrair da tarefa de sermos felizes, de sermos nós mesmos. Nós esquecemos que a mesma máquina que consegue modificar o mundo, inovar, fazer dinheiro, essa máquina tem que se alimentar de felicidade. É, é isso mesmo, se alimentar de felicidade. Quantas vezes você se deixou ser feliz? Ter medo? Rir? Chorar de alegria? É, porque a vida passa e a gente nem percebe a diferença entre cumprir tarefas ou saboreá-las. Mexa no arquivo da sua memória. Quantas vezes seu filho, seu companheiro de trabalho pediram apenas uma palavra amiga e você nem percebeu? Quantos momentos com seu marido, com sua mulher poderiam ter sido inesquecíveis e foram perdidos só por falta de atenção? Nossa! Tanta coisa passando e não volta. O tempo definitivamente não pára.

A gente é que precisa se dar o direito de aproveitar cada momento, embarcar em aventuras interiores, deixar cair a armadura. Vamos procurar saber o que nos faz sentido. Se diverte, vai! Anda logo, vai. Vai pra cama e faz a festa, ou faz a festa e vai pra cama. Quem não sonha? Quem consegue ter certezas? Tenta esquecer só um pouquinho o seu racional. Use o poder da sua emoção. A vida corre, é o ritmo dela, mas a gente precisa saber fazer a nossa hora! É o detalhe que faz a diferença. Ouse, procure descobrir a delícia dos detalhes. Vamos pro caminho das estrelas, da nossa estrela. O desafio é encontrar a estrela que ficou perdida no meio da nossa estrada. Vocês vão ter uma nova rotina, com novas sensações, novos carinhos. Podemos tudo. Tudo, tudo, tudo. Imagine que você está permitindo uma revolução interior, uma aventura. Assuma uma personagem. Permita-se, invada sua razão. Nós sempre fazemos o mais difícil e acabamos nos confundindo no trivial. Sintonize o equilibro, ouça a voz que vem do seu coração. Estamos num caminho que só cada um de nós pode passar. É o nosso caminho das estrelas. O champanhe faz o brinde, as estrelas nos convidam a selar uma nova aventura, e o cristal vai pro mar. Os cristais sempre tomam e devolvem energia. Transporte para o cristal tudo, tudo que não fez sentido na sua vida. Isto, aperte, aperte forte, jogue-o ao mar. É hora de zerar. É hora de usar a coragem e o desprendimento pra se livrar do velho. O cristal é símbolo da renovação. Todos estão prontos pra fazer um novo caminho das estrelas.”